O que fazer para conquistar a independência financeira?

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Você ganha o bastante para pagar as contas no fim do mês ou acabou de comprar o carro do ano? Ao contrário do que muitos pensam, ter muito dinheiro não é necessariamente sinônimo de independência financeira.  ​

Embora muitas pessoas se dediquem a ganhar dinheiro, poucas realmente sabem o que é ser independente nessa área.

Caso tenha interesse em saber mais a respeito do que é e como alcançar a independência financeira, continue lendo nosso post!

O que é independência financeira?

Antes de mais nada, é importante saber que independência financeira não se resume a poder comprar o que quiser quando quiser. Na verdade, vai muito além disso. 

Ser independente financeiramente é poder fazer escolhas para sua vida sem se preocupar com o fato de que isso pode te deixar no zero. 

É também poder se dedicar a um negócio com o qual sempre sonhou, como abrir um restaurante ou ter uma casa própria, sempre sabendo que há uma reserva de dinheiro que se autossustente, e que vai estar lá na sua conta para você quando precisar. 

Parece bom demais para ser verdade, não é? Mas saiba que é realidade sim — e a de muitas pessoas que se preparam e têm determinação o bastante para alcançar esse patamar na vida.

Agora tente: imagine como será sua vida em cinco, dez, quinze anos. Você consegue ver seu futuro livre de pesadelos com contas não pagas, prestações atrasadas e outras preocupações financeiras?

Caso essa imagem esteja te inspirando, continue lendo as nossas dicas e se prepare para sua jornada rumo à sua independência financeira.

Os 4 passos principais para a independência financeira

Conseguir independência financeira não é como ganhar na loteria, ou seja, não acontece da noite para o dia. Pelo contrário, é um processo que requer determinação, paciência, foco e planejamento.

Por ser um objetivo a longo prazo, é preciso ter certeza de que o planejamento foi feito com todo o cuidado possível. Pesquisas, perguntas e um equilíbrio entre sonhar e ser realista serão essenciais para esse processo. 

E para te ajudar a visualizar melhor o que vai ser necessário, listamos aqui os principais passos dessa jornada:

1. Ganhar dinheiro

Essa parte todo mundo sabe, não é mesmo? Ter uma ou mais fontes de renda é muito importante para a sua independência financeira. Ficar de braços cruzados dificilmente vai te levar aonde você quer chegar. Portanto, arregace as mangas e comece a ganhar dinheiro. 

Se você vive com a renda familiar, é interessante começar a ganhar algo por conta própria para ter mais autonomia e liberdade para planejar e investir.

2. Poupar dinheiro

Muita gente para no primeiro passo e nem chega a pensar no segundo. Como dito anteriormente, ganhar dinheiro não vai contribuir para a sua independência financeira se não sobrar nada, ou muito pouco, no fim do mês.

Para poder investir no seu futuro e garantir que as suas finanças se autossustentem, é essencial ter uma reserva considerável e alimentá-la sempre que possível.

É só pensar que com a atitude e os investimentos certos, essa reserva pode te render muitas vezes mais. Com o tempo, você pode até mesmo estar ganhando dinheiro sem ter que trabalhar. Imagine você na praia, olhando para o pôr-do-sol, enquanto seus investimentos estão gerando lucros nas suas contas. Precisa dizer mais?

3. Se organizar financeiramente

Você está cheio de contas atrasadas e dívidas? Você precisa resolver essas pendências: chegou a hora de quitar dívidas e começar do zero. 

Empresas como a Serasa Experian e o Boa Vista SCPC mantêm uma base de dados que é usada por bancos e lojas para saber qual é o seu score de crédito, ou seja, quão confiável você aparenta ser como consumidor. Essa análise é feita levando em consideração, entre outros quesitos, suas dívidas quitadas ou não e a frequência com que você busca financiamento.

Por isso, quanto maior for o seu score, mais confiável você se torna para os bancos e outras fontes de financiamento. Aqui, é importante lembrar que o score não é obrigatoriamente o mesmo para todas as instituições, e que cada uma pode estabelecer critérios próprios para avaliar as chances de inadimplência por parte do requerente.

Caso você queira financiar um negócio ou um imóvel, todas essas inadimplências podem contar contra você. E nos estágios iniciais da sua jornada rumo à independência financeira, pode acontecer de você precisar de fundos que vão te ajudar a perseguir seus objetivos.

4. Aprender a investir

Deixar o dinheiro que consegue poupar guardado é deixar de aproveitar oportunidades de gerar renda extra.

Existem várias formas de investir o seu dinheiro e é importante que você se informe de todas as suas opções antes de colocá-lo em uma poupança ou outro tipo.

Antes mesmo de ter o bastante para investir, comece sua pesquisa, leia a respeito do mercado de ações e títulos e certifique-se de estar investindo de maneira consciente.

5 dicas para ganhar uma renda extra

Nem sempre o seu salário vai ser o bastante para conseguir atingir o seu objetivo de economizar no fim do mês. Mas isso não é motivo para desanimar. Muito pelo contrário, agora é hora de procurar formas de conseguir uma renda extra.

1. Cozinhar para fora

Caso você tenha algum talento como cozinhar, pode ser uma boa ideia arrumar trabalhos relacionados para fazer fora do expediente.

Algumas opções são vender comida congelada ou até mesmo cozinhar em eventos particulares — um trabalho que, diga-se de passagem, anda em alta. 

2. Cuidar de animais de estimação

Outros tipos de trabalho que andam ganhando cada vez mais espaço no mercado são aqueles relacionados com o bem-estar dos pets. Contando com creche, clínica e spa, os animaizinhos hoje recebem cuidados especiais.

Caso você goste ou leve jeito com eles, tente pegar serviços como passear com o cachorro do vizinho, dar banho ou até mesmo trabalhar como pet-sitter, trabalho que implica em ficar na casa dos donos cuidando do animal ou até mesmo levá-lo para sua casa, caso os donos forem viajar ou precisem de ajuda por conta de algum imprevisto.

3. Vender o seu artesanato

Com a internet, você encontra diversas opções e também formas de ganhar dinheiro que ainda nem passado pela sua cabeça. Se você tem um talento artístico, não vai faltar lugar para expor seus trabalhos.

Sites como o Elo7 permitem que você venda seus trabalhos e ainda pegue encomenda de clientes, que podem entrar em contato com você diretamente no site.

4. Alugue sua casa

Sempre procurando novidades e experiências mais genuínas, muitos viajantes hoje em dia trocam os hotéis e pousadas pela estadia na casa de locais. Além de ser uma opção mais em conta, cria a oportunidade de interagir com quem mora e conhece o local. 

Entre em sites como o Airbnb e se inscreva como anfitrião. Caso não queira alugar sua casa ou apartamento, existe também a opção de disponibilizar apenas um cômodo. Ao tratar os seus hóspedes com alegria e simpatia, você tem mais chances de conseguir notas e comentários favoráveis no site — o que, por sua vez, gera mais visitantes.

5. Trabalhe como freelancer

Trabalhar como freelancer é uma ótima opção para quem já tem um emprego e quer ganhar uma renda extra paralelamente. Serviços de tradução, edição, web design e escrita são apenas alguns dos que você encontra em sites como o 99freelas, no qual você pode se candidatar aos trabalhos postados.

É importante ressaltar que essas são apenas algumas oportunidades de ganhar renda extra. A internet apresenta muitas oportunidades e mercados que ainda são poucos explorados e, por isso, têm mais chances de te dar lucro. Pense em tudo o que você faz bem e veja como pode ganhar dinheiro com isso. 

4 dicas que vão lhe ajudar a poupar dinheiro

Ganhar dinheiro é importante, mas, quando o assunto é independência financeira, poupar é tão importante quanto. Afinal, você vai precisar dessa reserva para poder investir no seu futuro.

Para você que quer ter um dinheirinho para guardar no fim do mês, aí vão algumas dicas:

1. Defina quanto vai poupar por mês

Para alcançar objetivos, é preciso estabelecer metas. Seja ter uma casa própria, abrir um restaurante ou comprar um carro, visualizar o que você pretende atingir é uma das maiores motivações que você pode ter para encarar os desafios que vão aparecer no seu caminho.

Você pode definir o quanto vai poupar por mês de duas formas: tendo em mente o seu objetivo ou levando em consideração o quanto é possível economizar.

Caso, após fazer um levantamento dos ganhos e gastos por mês, você chegar à conclusão de que sobra o bastante para alcançar seu objetivo dentro do prazo estipulado por você, ótimo. Por outro lado, se não for o bastante, será necessário tomar algumas medidas.

2. Corte gastos desnecessários

Uma medida essencial para te manter no caminho certo é reduzir gastos desnecessários. Caso tenha organizado suas finanças direitinho, como sugerido anteriormente, guardando documentos, recibos e comprovantes, essa parte fica mais fácil.

Separe seus gastos por tipo e descubra se há alguma discrepância. Você anda, por exemplo, gastando três vezes mais com lazer do que com alimentação ou contas básicas, como água ou luz?

Em tal situação, pode ser que você tenha que cortar algumas idas ao cinema ou deixe de ir para a balada com tanta frequência — o que não quer dizer que é proibido se divertir, certo? Existem diversas opções de lazer mais em conta, ou até mesmo de graça. Jogue baralho com os amigos, chame os parentes para uma noite de jogos de tabuleiro ou se dedique a uma nova atividade física, como corrida ou andar de bicicleta.

Lembre-se sempre de que cortar gastos não precisa ser sinônimo de privação e sofrimento. Encare esse desafio como uma oportunidade de exercitar sua criatividade e aprender coisas novas. Por exemplo, em vez de ir ao salão, tente aparar as pontas do próprio cabelo. E, também, antes de comprar uma camisa nova, tente remendar pequenos estragos nas que você já tem.

3. Evite usar o cartão de crédito

Pense em cartão de crédito como sinônimo de dívida. É muito fácil se deixar levar pela praticidade de poder comprar algo e pagar depois, mas é ainda mais fácil se esquecer dos valores que vai ter que encarar no próximo mais e, por isso, não ter dinheiro para quitá-los. 

Não se esqueça de que os juros das multas de cartão de crédito são altíssimos e, por isso, algo que parece estar facilitando a sua situação financeira, pode na verdade prejudicá-la — e muito. 

4. Não faça compras por impulso

Para muitos, comprar é uma válvula de escape quando se sentem sobrecarregados, ansiosos ou tristes. Porém, o que acontece é que, passado o impulso, as compras em si se tornam uma fonte de ansiedade. 

Evite adquirir algo que não seja extremamente necessário, e pense bem antes de realizar a compra. Avalie as suas opções, pesquise os preços e certifique-se de apenas fazer compras bem pensadas. 

Ao dedicar tempo e empenho na escolha da opção mais em conta, você não terá que sentir culpa pela compra.

3 dicas de planejamento financeiro pessoal

1. Tenha controle de seus gastos

Você tem pavor de planilhas, sempre se esquece de pedir recibos e nunca guarda comprovantes? Bem, se você tem a sua independência financeira em mente, vai ter que mudar tudo isso.

Ter suas finanças organizadas quer dizer acompanhar os seus ganhos, revisar os seus gastos e, baseando-se nesse acompanhamento, poder fazer planos com seu dinheiro a longo prazo. 

2. Use aplicativos para ajudar nessa tarefa

Caso seja do tipo que não pode com toda aquela papelada, não se preocupe! Hoje já existem vários softwares e aplicativos financeiros que te ajudam a organizar sua vida. Cheque, por exemplo, GuiaBolso, Mobills e Organizze.

O GuiaBolso é um aplicativo que facilita muito o controle das suas finanças. Você coloca os dados da sua conta bancária e ele atualiza as informações automaticamente. Dessa maneira, você vê seus gastos e ganhos em tempo real, além de poder classificar as entradas e saídas de acordo com categorias, como lazer, alimentação, etc.

Já o Mobills trabalha com comparativos, analisando os seus gastos anuais e mensais, informando em que categoria você tem gastado mais. Ele também cria alertas para contas que estão para vencer. 

Alguns aplicativos, como o Organizze, têm a opção de estabelecer metas e ver como você anda se saindo em relação a elas. É uma ótima opção para quem precisa estar sempre sendo lembrado de andar na linha.

3. Analise seus gastos ao fim de todo mês

Um dos principais benefícios de manter seus documentos, contas e recibos em dia é poder fazer uma autoavaliação no final do mês e estabelecer o que é preciso manter, o que é preciso mudar e o que se deve implementar na sua forma de lidar com as finanças.

Por isso, periodicamente dedique um tempo a analisar o que tem feito durante o mês. Uma dica é separar seus recibos e comprovantes por tipo — alimentação, serviços, lazer e assim por diante. Dessa forma, fica mais fácil voltar e fazer um resumo dos seus ganhos e das suas despesas.

Os 5 tipos de investimentos mais populares

Para ajudar você a chegar ao seu objetivo mais rápido, existem formas de fazer o seu dinheiro ir rendendo frutos enquanto você trabalha com as suas outras fontes de renda. 

Você pode abrir uma poupança e investir em ações, para citar alguns. A seguir, detalhamos as vantagens e as desvantagens de cada um:

1. Poupança

Embora a poupança possa render menos que as outras formas de investimento, ainda é uma das mais seguras e, por isso, uma das mais procuradas pelos investidores mais cautelosos. Outro benefício é que para incentivar o investimento na poupança não são cobrados impostos nem taxas administrativas em cima do valor dos ganhos.

Essa é uma ótima opção para quem quer começar a investir, mas ainda não entende o bastante para encarar opções mais complexas de investimento. Os valores da aplicação inicial da poupança também costumam ser mais baixos do que fundos que geram ganhos maiores. 

Cada banco tem um valor de aplicação inicial da poupança. Consulte o seu e veja se seria interessante para o valor que tem disponível para investir.

2. Certificados de depósitos bancários

Os certificados de depósitos bancários, ou CDB, são recursos captados pelos bancos e destinados a empréstimos. Ao investir em um CDB, uma porcentagem dos juros desses empréstimos vai para você.

Existem duas modalidades de CDB, os prefixados e os pós-fixados. O primeiro estabelece as taxas de remuneração já no momento da contratação. Já no pós-fixado, as taxas estão sujeitas às variações do indexador contratado. 

Antes de escolher a modalidade, dê uma olhada na taxa SELIC. Caso ela esteja com indícios de alta, é provavelmente uma boa ideia investir no pós-fixado. Agora, caso os indícios sejam de queda, então é mais seguro contratar o prefixado.

3. Imóveis ou Fundo de Investimentos Imobiliário

Comprar um apartamento para alugar ou vender pode ser um bom negócio. Pode ser que aquela área tenha uma grande valorização e, nesse caso, você pode ganhar muito mais do que gastou. 

Porém, antes de investir em um imóvel, pense que, apesar da possível valorização da localização, é preciso também contar com a depreciação da própria construção. 

Caso você não queira ter que lidar com inquilinos, uma alternativa é investir no Fundo de Investimentos Imobiliário, que é isento de impostos de renda.

4. Títulos públicos

Os títulos públicos são uma forma do Tesouro Nacional captar recursos para obras e atividades públicas.

Como essa modalidade de investimento é feita para o governo, em vez de para uma organização privada, é considerada uma operação de baixo risco.

5. Ações

Investir no mercado de ações é recomendado para investidores mais experientes. Isso porque a renda é variável e você pode, por exemplo, começar um dia bem e terminar com prejuízo. 

Essas são apenas algumas das várias opções de investimento que você encontra. Pesquise bem e veja qual é melhor para você.

Atitudes importantes para conseguir a independência financeira

Ganhar, poupar e investir dinheiro é importante para a sua independência financeira. Porém, tão essencial quanto esses passos é a sua preparação e atitude mental para lidar com os desafios que vão surgir em meio à sua jornada.

A seguir oferecemos algumas dicas de como manter o autocontrole e foco para conseguir sua independência financeira:

Pensar a longo prazo

Conseguiu bater a meta do mês? Ótimo! Você tem todo o direito de comemorar, mas sem gastar e jogar seus esforços por água abaixo, certo?

Embora seja bom comemorar essas pequenas vitórias, você deve ter em mente que o caminho para sua independência financeira é longo. Por isso, conseguir bater a meta do mês deve rapidamente deixar de ser um motivo para comemorar e se tornar parte da sua rotina, como escovar os dentes e almoçar. 

Dessa maneira, o que parece difícil hoje vai acontecer naturalmente com sua mudança de hábitos e forma de pensar. 

Manter o foco e o autocontrole

As pessoas às vezes sofrem relapsos, mas é preciso manter o objetivo em vista. Cole lembretes motivadores pela casa, coloque a foto daquela praia maravilhosa na tela do seu celular e se convença a trocar coisas e atividades que custam dinheiro por outras que você pode fazer de graça. 

Ter organização e planejamento

Parte de transformar a economia em rotina é manter sempre a organização e o planejamento. Mudanças e imprevistos acontecem e, nesses casos, é preciso adaptar os planos. 

Por fim, ser independente financeiramente é um sonho que está ao seu alcance — você só precisa de garra e determinação. Comece a enxergar seu dinheiro de uma forma mais produtiva e faça com que o que você ganha hoje se multiplique amanhã. Saber que você pode dormir à noite sem pensar em contas atrasadas vai fazer aqueles sábados nos quais deixou de sair valerem a pena.

E então, agora está mais confiante para começar sua jornada rumo à independência financeira? Assine nossa newsletter e fique sempre por dentro das melhores dicas para uma vida mais plena para você e a sua família!

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