Em média, 110 mil crianças de zero a 14 anos são hospitalizadas por causa de acidentes domésticos por ano. Somente em dezembro de 2017, a região metropolitana de Belo Horizonte registrou 4.931 casos de internação e outros 67 casos foram fatais. Desses casos letais, o afogamento em piscina infantil, vasos sanitários, baldes ou bacias foi responsável por 35 ocorrências.

Durante o período de férias, há um aumento de 25% no número de acidentes domésticos e, durante o verão, os afogamentos se tornam mais frequentes. A melhor forma de evitar que seu filho ou uma criança conhecida de sua família faça parte de dessa estatística lamentável é tomando 8 providências básicas e simples.

Por isso, vamos detalhar cada um dos cuidados que sua família e o condomínio devem ter com o uso da piscina infantil e das áreas comuns. Confira como é fácil se prevenir dessa situação!

Isole a área da piscina

É comum ouvir relatos de pais dizendo que estavam observando os filhos brincando em uma área de convivência e, no instante seguinte, já os havia perdido de vista e encontrado na piscina. Isso costuma acontecer quando o local não é bem isolado das demais áreas de lazer, como churrasqueiras e salões de festa.

O ideal é que a piscina infantil e de adultos fique completamente separada de outros espaços, sendo protegidas por muros ou grades com altura mínima de 1,50m e portões com dispositivos de auto-fechamento. Isso dificulta o acesso das crianças e exige que elas peçam a ajuda de um adulto para acessar a área.

Essa medida visa criar um obstáculo físico entre áreas de maior descontração para os adultos daquela de maior risco para as crianças. Por isso, o uso de cercas vivas e lonas também deve ser evitado. Afinal, eles não criam barreiras confiáveis, nem isolam a área da piscina infantil.

Evite o uso de lonas

Plásticos flexíveis e piscina deveriam ser considerados inimigos e nunca poderiam ser colocados no mesmo espaço. O risco de uma criança cair, se enrolar no material ao se debater e causar um afogamento é bem grande. 

No entanto, muitos condomínios optam por cobrir a piscina usando lonas plásticas, principalmente nos períodos mais frios do ano. Alguns também armazenam a cobertura flexível em locais de fácil acesso para as crianças.

Para eliminar o risco de afogamentos causados por esse descuido, adote coberturas plásticas com materiais resistentes e próprias para piscina. Considere que o valor investido nesse item representará menos riscos para as crianças de seu condomínio.

Nunca deixe as crianças desacompanhadas

Ainda que o condomínio contrate monitores ou salva-vidas para cuidar das crianças na área da piscina, nada deve substituir a supervisão de um responsável, principalmente quando grandes grupos estiverem usando o espaço ao mesmo tempo.

Uma boa prática é se responsabilizar por, no máximo, 3 crianças a cada vez. Também é recomendado exigir que elas brinquem e façam as mesmas atividades juntas e que jamais saiam do seu campo de visão.

Observe a limpeza da piscina infantil e dos arredores

As crianças podem sofrer quedas, escorregões ou ter dificuldade para se manter equilibradas dentro de piscinas com lodo em seu piso.

Na piscina infantil, um escorregão pode levar à batida da cabeça da criança, ao desmaio e ao seu afogamento, por exemplo. Por isso, avalie as condições de limpeza do tanque e da água. Caso tenha dúvidas, questione qual foi a última vez que os azulejos foram escovados, e o tratamento da água, realizado.

Não permita corridas ou mergulhos

Os tombos e batidas na cabeça são acidentes que acabam gerando afogamentos. Basta que a criança esteja correndo e se desequilibre para cair na água. Muitas vezes, a imitação do gesto de algum adulto mergulhando também leva as crianças da piscina infantil a baterem as cabeças e ficarem desacordadas. Nessa situação, mesmo uma quantidade de água vista como inofensiva é capaz de gerar o afogamento.

O melhor a fazer é proibir saltos, corridas e brincadeiras com mergulho partindo de fora da piscina, tanto para as crianças, quanto para os adultos. Se possível, tente fazer com que essa proibição conste no regimento interno do condomínio. Assim, as primeiras situações podem ser advertidas e, os demais condôminos evitarão que elas se repitam.

Obedeça ao horário de funcionamento

Outro item que deve fazer parte do regimento interno é o horário de funcionamento da piscina. Ele serve para permitir que o ambiente seja limpo e preparado para receber os condôminos, a fim de reforçar as medidas de segurança no período de uso.

O síndico deve reforçar a obrigatoriedade do cumprimento dos horários e exigir que a área comum tenha iluminação e materiais adequados dedicados à sua utilização no período estabelecido.

Procure abrigos seguros durante as tempestades

O verão tende a ser a estação do ano com mais ocorrência de raios, relâmpagos e tempestades. Muitas vezes o clima muda em instantes e exige que a brincadeira na piscina infantil seja interrompida.

O adulto que supervisiona a atividade deve retirar as crianças da piscina e levá-las para uma área segura, protegida e longe de árvores. Essa simples atitude evitará riscos desnecessários e fatais às crianças.

Não coma em excesso, nem ingira bebidas alcoólicas

O adulto responsável por acompanhar as brincadeiras na piscina deve evitar tomar bebidas alcoólicas, porque elas diminuem a capacidade de tomada de decisão rápida e os reflexos da pessoa. Alguns segundos podem garantir a vida para uma criança em processo de afogamento.

Por sua vez, as crianças não devem comer em excesso para evitar a congestão alimentar. Médicos do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, explicam que os sintomas mais comuns desse mal-estar causado pela prática de exercícios após refeições pesadas são o suor frio, tontura, vômitos e desmaios. Ou seja, se a criança desmaiar enquanto está na piscina infantil, poderá se afogar e até mesmo morrer.

Por isso, prefira lanches leves ou intervalos programados entre o almoço e o retorno para a água. Essas duas atitudes evitam possíveis congestões e tornam a atividade livre de preocupações.

A maioria dos acidentes pode ser evitada caso o condomínio seja construído obedecendo a alguns critérios de segurança, ainda que não obrigatórios. Por isso, ao pesquisar por empreendimentos para abrigar sua família, questione sobre a credibilidade da empresa de construção civil responsável e sobre os cuidados que ela adota com relação à segurança das áreas comuns, principalmente com a piscina infantil. Esse cuidado adicional facilitará seguir todas as dicas citadas acima.

Acredita que os cuidados com o uso da piscina infantil apresentados neste texto tornarão as férias mais seguras? Então assine nossa newsletter e receba outras dicas sobre a vida em condomínio diretamente em seu e-mail!