Ter um imóvel próprio é o sonho da grande maioria das pessoas. Afinal, quem quer viver de aluguel o resto da vida? 

Porém, comprar um imóvel é um investimento de alto custo e são poucos os que têm condições de arcar com isso sem fazer um financiamento ou guardando dinheiro por algum tempo.

Por isso, tenha em mente que ter seu próprio apartamento não é um sonho impossível, mas deve ser feito com muito planejamento e determinação.

Se você acha que a recessão econômica e a insegurança no trabalho não combinam com um investimento em longo prazo, veja as nossas dicas de como economizar para comprar um apartamento de uma forma mais segura. Acompanhe!

Por que economizar para comprar um apartamento?

Em tempos de turbulência econômica, fica a dúvida: quando é o melhor momento para comprar um imóvel? A resposta dessa pergunta varia de pessoa para pessoa e só pode ser encontrada após muitos cálculos e planejamentos. 

Para não comprometer muito seu orçamento e ter excelentes descontos, o ideal seria adquirir um imóvel à vista. Embora o financiamento seja usado por muitas pessoas, ele pode rapidamente se tornar um problema caso não exista um planejamento prévio.

Sem saber como usar (e guardar) o seu dinheiro, você pode acabar sem imóvel e, o que é ainda pior, ficar atolado em dívidas. 

Mas ter toda a quantia à vista é um cenário distante para muitas pessoas, por isso é importante saber que há outras formas de fechar um bom negócio. Reservar algum dinheiro antecipadamente para dar um valor de entrada maior pode ser uma estratégia.

Tenha em mente que quanto maior a entrada, menor serão as parcelas das prestações. Dessa maneira, ao se preparar para gastar mais no momento da compra, você diminui suas despesas em longo prazo.

O que fazer antes de começar a economizar?

Economizar pode parecer simples para os mais controlados, mas a verdade é que, como tudo que é feito em longo prazo, precisa de um bom planejamento.

Simplesmente guardar o que puder, quando der, não é o bastante. Com isso em mente, você pode se preparar tomando algumas medidas, como encontrar formas de ter uma renda extra, fazer investimentos, entre outros.

Saiba quanto você ganha

Para quem quer fazer um planejamento para comprar um apartamento, saber o quanto ganha e com o que gasta é fundamental. Caso você não tenha uma renda fixa, talvez seja uma boa hora de pegar trabalhos extras e ganhar o máximo possível para balancear os meses em que a oferta estiver menor.

Se você for financiar o imóvel, considere que, geralmente, os bancos aprovam o crédito quando as parcelas de quitação do bem estão dentro de 30% da renda do comprador.

Assim, conhecer sua renda familiar vai permitir que você faça uma simulação do crédito antes mesmo de definir o valor final da compra.

Coloque todas as contas na ponta do lápis

Conhecer as suas despesas facilita caso seja necessário cortar gastos, obter uma renda extra ou evitar contrair novas dívidas.

Para ter um bom planejamento da renda familiar, organize suas finanças e mude pequenos hábitos de consumo. Ao cuidar disso e conferir os gastos mensalmente, você passa a entender o impacto de cada despesa no orçamento. 

Tire um dia para fazer as contas! Antes de comprar, lembre-se: o valor do imóvel adquirido precisa estar incluído nas suas despesas dos próximos anos.

Se você pretende comprar um imóvel na planta, é importante que a soma do aluguel com o valor da prestação esteja dentro de 30% da renda familiar. ​​​​

Hoje em dia, existem diversos aplicativos que ajudam com as finanças, como o Mobills, o Guia Bolso e o MoneyWise. Neles é possível, inclusive, importar as faturas e outras tabelas direto do seu banco. Dessa maneira, seus gastos já aparecem com data e local em que a compra foi realizada.

E para quem é um pouco esquecido, alguns desses aplicativos contam, ainda, com alarmes e avisos dos vencimentos das contas. Por isso, encontre a opção que tem as melhores características para você e mantenha suas finanças atualizadas.

Como economizar para comprar um apartamento?

Economizar para comprar uma TV ou um notebook é uma coisa, mas para comprar um apartamento requer muito mais disciplina e estratégia. 

A fim de ajudar você nesse processo, listamos algumas dicas de como guardar dinheiro e economizar para um investimento grande como um imóvel. 

​Corte gastos excessivos

Diminuir as despesas é fundamental se você pensa em adquirir seu apartamento. Por exemplo, faça uma lista de compras antes de ir para o mercado. Isso ajuda não só a evitar o esquecimento de itens específicos, mas também a limitar a quantidade de produtos a serem colocados no carrinho.

Outra alternativa para reduzir os gastos desnecessários é evitar comer fora de casa. Levar lanches e marmitas para o trabalho não só contribui para você poupar, mas também é mais saudável e está super na moda! 

Mas algo que é realmente importantíssimo é se livrar dos cartões de créditos. Mantenha no máximo um cartão de crédito na carteira e evite usá-lo, pois o fato de o dinheiro não sair de forma imediata da conta cria uma falsa sensação de controle, a qual pode ir por água abaixo quando a fatura chegar no fim do mês.

Economize mensalmente 

Ao sentar para fazer o cálculo dos gastos, você pode se surpreender com o valor total das contas fixas mensais. Internet, telefone, televisão por assinatura, água, energia e cartão de crédito normalmente pesam no bolso.

Pense que, para economizar mensalmente, é possível trocar os planos de telefone, internet e TV por outros que sejam mais acessíveis. Além disso, deixar para usar o cartão de crédito somente em emergências também ajuda a diminuir as despesas mensais.

​​Peça ajuda de toda a família

Para conseguir a estabilidade financeira para a compra de um imóvel é importante que todos na família participem!

Esse passo pode parecer básico, mas muitas pessoas evitam pedir a ajuda da família por diversos motivos, como orgulho ou por acharem que é fácil pagar empréstimos. 

A verdade é que a família e os amigos devem ser sempre as primeiras pessoas para quem você pede ajuda, inclusive quando o assunto é dinheiro. Essa é a opção que mais seguramente vai manter você longe dos juros absurdos e das cobranças inibidoras.

Ter uma estabilidade financeira não é fácil para ninguém e, nesse processo, a colaboração familiar contribui, e muito, para você atingir sua meta de gastos. Envolva toda a família ao contabilizar os gastos, seja para mostrar o quanto todos economizaram ou para mostrar a necessidade de mudança dos hábitos de consumo.

Crie uma meta de economia para o mês e certifique-se de que toda a família está seguindo as orientações do planejamento. Contar com as pessoas que vivem com você é essencial para atingir os objetivos.

Procure uma renda extra

Encontrar uma fonte extra de renda é outra estratégia que vai beneficiar e antecipar a compra do seu imóvel.

Pense em atividades que farão você ganhar algum dinheiro a mais e que não demandem mais gastos. Caso possa escolher entre várias fontes, dê preferência àquelas que podem ser feitas remotamente  ou seja, de qualquer lugar , sem vínculo empregatício, como um freelancer, e que ofereçam horários flexíveis. Assim, fica muito mais fácil conciliar as suas atividades regulares com as que vão gerar a renda extra. É possível encontra muitas oportunidades em sites como o 99freelas e o Upwork.

Porém, caso você não seja do tipo que trabalha no computador e que sabe, por exemplo, cozinhar bem, pode valer a pena fazer doces para vender no trabalho ou bolos de aniversário. Mas pense bem, pois não compensa comprar um forno elétrico para fazer bolos a fim de conseguir uma renda extra. Provavelmente, o gasto que você terá com a compra do aparelho não será restituído no valor das vendas.

Artesanato também pode ser uma boa opção, já que não demanda um investimento grande em material. Sites como o elo7 são excelentes plataformas para expor trabalhos nessa área e conseguir clientes, podendo, inclusive, aceitar encomendas.

Embora valha investir na criatividade, não se esqueça de ser consciente e realista em relação às suas habilidades. Se você sabe uma língua estrangeira, apesar de não ser profissional, não se arrisque a dar aulas particulares e cobrar um preço altíssimo. Procure atividades em que não é necessário ter formação específica, como levar os cachorros da vizinhança para passear.

Outra opção é criar um fundo de reserva com o dinheiro extra. Apesar de exigir um certo esforço, pode ser muito conveniente para quem pensa em comprar o apartamento próprio. Economizar o 13º e depositá-lo no fundo também é uma ótima ideia.

Estabeleça metas

Além de dinheiro, algo que você vai precisar nessa jornada rumo ao seu imóvel próprio é determinação. Juntar a quantia necessária vai exigir certos sacrifícios da sua parte e, por isso, estabelecer metas é uma forma de dar um gás na motivação.

Objetivos semanais e mensais, por serem mais breves, são uma boa forma de realimentar suas forças e reavivar os ânimos. Fique feliz com cada vitória, mas não vá comemorar gastando, viu?

Em vez disso, coloque gráficos em um quadro branco e veja a sua reserva subindo cada vez mais até o topo. Pensar em longo prazo é muito importante para alcançar metas, como ter dinheiro o bastante para comprar um imóvel.

Onde investir para comprar um imóvel?

Uma forma de aumentar seu o dinheiro é investindo. Faça o seu dinheiro render e você conseguirá chegar ao seu objetivo antes do planejado!

A seguir, listamos algumas opções de investimento para que você ganhe dinheiro, sem perder tempo, no processo de economizar para comprar um apartamento. As opções variam de acordo com a quantidade disponível para o investimento e o nível de conhecimento a respeito do mercado financeiro. Por isso, leia com cuidado cada alternativa e veja qual melhor se encaixa na sua situação atual.

Tesouro Direto

Investir nos títulos públicos é uma forma de emprestar dinheiro ao governo para investir em educação, saúde e infraestrutura. 

O Tesouro Direto é uma ótima opção para quem não pretende investir muito. Além de você poder aplicar qualquer valor, também é possível tirar o seu dinheiro a qualquer momento, pois ele não fica retido, como acontece com outras formas de investimento. 

Para investir no Tesouro, você pode participar de um fundo que faça esse investimento o qual requer o intermédio de um administrador  ou fazê-lo por meio da internet, pelo serviço Tesouro Direto. 

Os títulos públicos podem ser prefixados ou pós-fixados. Mas o que seria isso? 

Nos prefixados, o rendimento é determinado no momento do investimento, ao passo que no pós-fixado, o valor é influenciado por índices, como a taxa Selic ou o IPCA.

Esse rendimento tem uma data definida para ser pago ao investidor, mas pode ser retirado antes, sendo o valor da aplicação aquele vigente no momento da retirada.

Como essa forma de investimento é feita para o governo, os riscos são baixos, o que o torna ainda mais atraente para quem está começando a investir ou tem a intenção de investir pouco. 

CDB

O CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é uma forma de captação de dinheiro por parte dos bancos, que retorna o investimento mais os juros. Ele, porém, diferentemente do Tesouro Direto, requer um valor de investimento mínimo, que varia entre R$ 200 e R$ 2.000, dependendo do banco. 

Assim como com o Tesouro Direto, o CDB pode ser prefixado ou pós-fixado. Embora seja frequentemente mais vantajoso do que a poupança, com o CDB é importante sempre observar a tabela de juros vigente na hora do investimento para saber se vale a pena.

Fundos de Investimento

Fundos de Investimento são as aplicações de várias pessoas que dependem de um gestor para cuidar dos seus interesses. Esse gestor se encarregará de lidar com o mercado financeiro e tentar conseguir o máximo de lucro para seus clientes. 

Investir em um fundo requer que todos os cotistas aceitem as regras, as quais dizem respeito aos horários, o resgate, a aplicação mínima e os custos, para nomear alguns. Essa é uma forma de participar de grandes investimentos sem ter que arcar com todas as despesas necessárias. 

Mercado de ações

Talvez a forma de investir mais conhecida, as ações são investimentos feitos em empresas e negócios em troca de uma fração desse negócio. Isso quer dizer que o investidor se torna um sócio da empresa na qual está colocando dinheiro, tendo, por consequência, direito a parte dos lucros dela.

O problema com essa alternativa é que exige do investidor um nível mais alto de conhecimento para saber quais empresas valem a pena e quais oferecem maiores chances de perdas. Isso porque é importante lembrar que, do mesmo modo que o acionista ganha parte dos lucros, ele também deve arcar com parte das perdas. Portanto, não é do interesse do investidor colocar o dinheiro em um negócio que tem muito pouca chance de dar certo.

Para investir em ações, é necessário abrir uma conta em uma corretora. Caso ainda não tenha muito conhecimento, mas ainda queira investir em ações, a ajuda de um especialista se torna uma boa saída, que talvez traga retorno ao seu investimento. 

E depois de economizar, como comprar um imóvel?

Você conseguiu! Abriu mão daquele restaurante no fim de semana, diminuiu os gastos mensais, obteve seus rendimentos dos investimentos e atingiu sua meta: tem o dinheiro que precisava! E agora, qual é o próximo passo?

Existem diferentes opções para dar o próximo passo na compra do seu apartamento, e você precisa escolher uma que seja condizente com as suas economias. 

A seguir, listamos algumas alternativas para auxiliar você na hora de complementar sua renda e conquistar o seu imóvel próprio. Confira!

Crédito imobiliário

O sonho de comprar a casa própria à vista parece estar distante da vida de grande parte da população brasileira. Muitas vezes, só as economias não são o suficiente para adquirir um imóvel sem financiar uma parte.

Um recurso que é capaz de ajudá-lo a conquistar o seu apartamento próprio é o financiamento imobiliário. A compra pode ser facilitada com um parcelamento a longo prazo por meio do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), que trabalha com o valor máximo de compra de R$ 1,5 milhão em todo o território nacional.

Por esse sistema, o comprador terá 420 meses de prazo para quitar a sua dívida, sendo que, como já mencionamos aqui, 30% da sua renda familiar estará comprometida com as parcelas do financiamento. O cálculo da quantia a ser paga mensalmente é realizado levando em consideração o valor principal da dívida, somado aos juros cobrados.

É bom lembrar que, quanto maior for o pagamento da entrada do imóvel, menor será o valor das parcelas do financiamento, uma vez que os juros cairão sobre um valor de financiamento menor. Por isso, é importante estabelecer metas de economia antes da compra.

FGTS

Outra opção para que os valores das parcelas do financiamento sejam menores é utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Criado pelo governo, o FGTS funciona como uma reserva de dinheiro para o trabalhador, que é mantida por meio de depósitos realizados pelo empregador na Caixa Econômica Federal.

Esse dinheiro é utilizado pelo governo para o financiamento de habitações populares e para realizar obras de saneamento básico e de infraestrutura. O uso do FGTS só é concedido para a compra de imóveis se o usuário cumprir os seguintes requisitos:

  • ter a carteira de trabalho assinada por, no mínimo, 3 anos. No entanto, não é necessário que esse período seja contínuo. Por exemplo, se você trabalhou o ano de 2013 inteiro, ficou distante do mercado de trabalho por 2 anos, mas trabalhou em 2016 e 2017, terá o uso do FGTS assegurado;
  • não ter outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) em qualquer parte do país;
  • não ser proprietário de imóveis na mesma cidade. Sendo assim, se você já tem um imóvel em Belo Horizonte, por exemplo, só poderá usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para comprar outro imóvel que esteja localizado em outra cidade;
  • é preciso que a pessoa trabalhe ou more no município em que fica o imóvel. Então, você não poderá usar o saldo do FGTS para comprar um imóvel no Rio de Janeiro, se trabalha e vive em Belo Horizonte.

Os documentos necessários para dar entrada no processo de uso do FGTS precisam comprovar os requisitos citados acima. São eles: 

  • carteira de trabalho;
  • comprovante de residência (conta de água ou de luz);
  • certidão de nascimento (ou de casamento, se for casado);
  • carteira de identidade;
  • CPF.

O imóvel a ser comprado também deve estar regular, e a comprovação precisa ser feita por meia da certidão de matrícula e cópia do IPTU quitado.

Programas habitacionais

Criado em 2009 pelo Governo Federal, ​o Programa Minha Casa Minha Vida surgiu para que fosse possível realizar o financiamento de imóveis habitações populares — para famílias com a renda máxima de 9 mil reais. 

Os benefícios do programa dependem de alguns quesitos, como o rendimento mensal da família, e pode cobrir partes do preço do imóvel, além de oferecer juros abaixo do praticado no mercado.

Outro programa habitacional é o Crédito Solidário, o qual é realizado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social. Ele é voltado para grupos de famílias cuja renda mensal não ultrapasse R$ 1.900. 

Por fim, ter o seu imóvel próprio é um sonho possível, que depende da sua determinação e planejamento para tomar as melhores decisões de economia, investimento e, caso necessário, financiamento.

Sendo realista a respeito dos seus ganhos e dos seus gastos, você vai poder ter uma ideia melhor de quanto tempo levará para conquistar seu objetivo. E não se esqueça da importância de ter o apoio da sua família e da certeza de que todos estão a bordo dessa nova empreitada.

Esperamos ter ajudado a esclarecer suas dúvidas a respeito de como economizar para comprar um apartamento. Quer ficar por dentro das últimas novidades e melhores práticas para o seu imóvel? Assine a nossa newsletter e receba conteúdos diretamente na sua caixa de entrada do e-mail!

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