A taxa de crédito imobiliário é um dos elementos importantes na definição de um financiamento em uma ou outra instituição financeira, assim como na determinação do prazo, dos serviços e seguros que serão ou não contratados. 

São diversos os fatores que interferem na definição dessa taxa, variando de banco para banco, e entre os meses de um mesmo ano. Quer entender mais sobre esse assunto, tirar diversas dúvidas e tomar uma decisão mais consciente? Então, continue a leitura! 

O que é taxa de crédito imobiliário e como funciona

A taxa de crédito imobiliário nada mais é que os juros oferecidos quando resolve-se financiar um imóvel em uma instituição financeira. Essa taxa depende de diversos fatores, como o banco escolhido, a modalidade — Minha Casa Minha Vida, saldo de contas do FGTS, entre outros programas existentes.

Outros fatores que exercem forte influência sobre a taxa de crédito imobiliário são: se o sistema de amortização é SAC ou Tabela Price, o valor financiado, o prazo do financiamento, se a taxa é pré-fixada ou pós-fixada e também dos seguros e serviços oferecidos pelo banco em que optou realizar o financiamento. 

Quais foram os dados de variações da taxa de crédito imobiliário ao longo do tempo

As taxas de juros em um financiamento variam de acordo com a modalidade escolhida, assim como o banco, sistema de amortização — Tabela Price ou SAC — e os serviços exigidos por cada banco. 

Entretanto, nos últimos anos, a taxa média de juros para financiamento imobiliário teve uma variação considerável, partindo de 15,4% em dezembro de 2016, reduzindo para 11,9% em outubro de 2017, chegando a 9,5% em outubro de 2018.

No mesmo período — outubro de 2018 — definiu-se um valor limite de R$ 1,5 milhão para o imóvel que for financiado pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), quando o trabalhador utilizar o saldo de contas de seu FGTS. As taxas para o financiamento com o FGTS desde o final de 2018 são anunciadas pela Caixa mais próximas ao valor de mercado, passando de 7,85% para 8,76% a 9,01% ao ano 

Já as taxas de juros para o programa Minha Casa Minha Vida são mais baixas, uma vez que são subsidiadas pelo governo. Na Caixa, que pratica as menores taxas para esse programa, para a faixa de renda que vai até R$ 2.600,00 os juros variaram de 4,59% a 5,11% ao ano. Enquanto que para a renda de até R$ 7 mil mensais, os juros variaram de 5,11% a 8,47% ao ano. 

Em outros bancos, as taxas podem ser maiores e as condições podem ser diferenciadas, como, por exemplo, no Banco do Brasil, cujas taxas são a partir de 5,16% ao ano para renda familiar mensal de até R$ 9 mil e imóveis com valor limite de R$ 300 mil. 

Quais as mudanças recentes registradas na taxa de crédito imobiliário

Atualmente, está sendo estudada pela Caixa a possibilidade de oferecer o crédito imobiliário com taxa de juros prefixada, desde que seja alcançado um cenário de estabilidade econômica de longo prazo no Brasil. A estimativa de implantação dessa mudança é até o final de 2022. 

Entretanto, a Caixa já anunciou no início de Junho de 2019 a redução em suas taxas de juros referente aos financiamentos para a compra de imóveis e uma nova linha de financiamento imobiliário que em vez da Taxa Referencial (TR), Tabela Price ou SAC, utiliza o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

A mudança do IPCA é um fator que já auxilia a estabilidade econômica, uma vez que depende da estabilidade da inflação no decorrer dos anos, possibilitando uma precificação mais segura e maior controle quanto a incertezas. Essa modalidade é oferecida em diversas economias desenvolvidas como Estados Unidos, Europa e Ásia.

Além disso, a mudança do IPCA também estimula a criação de linhas de crédito indexadas ao mesmo, permitindo que os bancos terceirizem o risco e que o preço da parcela inicial dos financiamentos imobiliários seja reduzido em aproximadamente 30% a 50%. 

A expectativa é de que, com essa redução proporcionada pela Caixa, os demais bancos também reduzam suas taxas, aumentando o número de financiamentos e, consequentemente, de venda de imóveis, aquecendo a economia por meio da recuperação do mercado imobiliário e da construção civil. 

Como essa taxa influencia na compra e financiamento de um imóvel

Quanto menor a taxa — também denominada de taxa de juros ou juros — mais atrativo é o financiamento de imóveis e, consequentemente, mais pessoas tendem a contratar um financiamento, ou seja, um crédito imobiliário. 

Entretanto, não basta apenas levar em consideração o juros, é preciso analisar que um financiamento é feito por cerca de 25 a 30 anos e pode comprometer cerca de 25% a 30% da renda mensal familiar. 

Assim, para definir se é ou não um bom momento para realizar um financiamento, é necessário levar em consideração se corre-se um grande risco de desemprego, e a possibilidade de arcar com esse compromisso durante muitos anos. 

A taxa de crédito imobiliário está totalmente ligada com a situação econômica do país, podendo ser maior em momentos de instabilidade e menor em momentos de estabilidade a longo prazo. 

Isso é facilmente explicitado quando os valores praticados são menores, pois o mercado imobiliário é aquecido como consequência ao aumento do número de financiamentos, nas diversas modalidades e programas existentes. 

Dessa forma, a construção civil é aquecida, gerando mais empregos e o mercado em si é estimulado, proporcionando uma maior estabilidade financeira. Portanto, fica evidente o quanto a taxa de crédito imobiliário está interligada com a economia e a estabilidade financeira.

Assim sendo, a taxa de crédito imobiliário não influencia apenas a compra e financiamento de imóveis, como diversos outros fatores da economia, de mesma forma que é influenciada por variados fatores. 

Se você gostou deste texto e de compreender um pouco mais sobre o que é taxa de crédito, suas variações nas diversas instituições financeiras, nos programas existentes e a relação entre ela e a economia, aproveite a visita ao blog e assine a nossa newsletter. Assim, você receberá mais conteúdos relevantes como este, e ficará por dentro de diversos assuntos.

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